sexta-feira, 8 de abril de 2011

Do monstro, da massa.

Somos monstros, somos a massa,
criamos monstros que nos assustam,
somos um ciclo vicioso que retira
e é tomado de assalto tão rápido.

Excluímos, humilhamos e maltratamos,
mesmo assim queremos ser aceitos,
temos medo do silêncio, no entanto
odiamos o barulho dos oprimidos.

E ele vem, o mostro que a massa cria
vem ceifar aquilo que mais amamos,
e que primeiramente lhe retiramos,
sem dó nós lhe roubamos.

O ceifador, colhendo nossos sonhos
o devorador, aglutinando nossas esperanças
o destruidor, desmoronando nosso presente,
tudo isso criado por nós mesmos.

Somos a massa! clamamos por sangue!
queremos o sangue! mais por favor
não leve o nosso! Leve o sangue
do vizinho, ele também é da massa,
mais não sou eu.

Criamos nossos próprios demônios,
temos tanto medo deles... matem
nossos demônios! Eles são criaturas
nossas, silencie nossas angustias materializadas!

O mostro caminha,
o monstro é alvejado,
o monstro é derrubado,
a massa o carrega como troféu.
a massa se encarrega deste imenso cordel.

2 comentários:

Patricia disse...

gostei...muito bacana, tem talento pra coisa rs :)

João de Deus e Letícia Alves disse...

Disse tudo lindo!!
"Excluímos, humilhamos e maltratamos,
mesmo assim queremos ser aceitos,
temos medo do silêncio, no entanto
odiamos o barulho dos oprimidos."