sábado, 23 de outubro de 2010

Oceano

Fecho os meus olhos para enxergar melhor
Eu deixo o vento novamente tocar meu rosto
Eu sinto as ondas baterem na proa do barco,
o cheiro do mar é diferente em cada canto,
isso eu também posso sentir.

Gosto de vê-lo desta maneira, agora eu e o
barco somos um só, apenas um corpo que
conhece estas águas arredias e desesperadas
suplicando para que alguém à conquiste.

Este mar seduz a cada um que se embrenha nele
que ousa viver da mesma maneira que eu vivo,
sim somos apaixonados por ele, eles nos traz
novamente a sensação de que estamos vivos
de que dependemos de nós mesmos para nos manter.

Este mar é como uma amante ciumenta que nos
exige ao máximo e nos trata de maneira bruta se
com ela faltamos o devido respeito ou deixamos
de prestar as devidas oferendas à esta deusa
possessiva e geniosa.

Não suporto dias em terra firme, logo olho para
o horizonte que vejo no porto e fico com vontade
de querer alcança-lo, de querer supera-lo
ou apenas de pertencer novamente à ela, esta
água ao qual eu me apaixonei e não posso
mais passar um dia sem a mesma.

O vento do litoral acaricia meu ser,
é o canto que novamente me atrai para
junto daquele lado e que me enfeitiça
de corpo e alma, eu sinceramente não
posso mais viver sem este mar.

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