sábado, 23 de outubro de 2010

Maresia

Estava deitada, a areia salpicava nossas costas
os olhares se entrelaçavam porém se perdiam
em devaneios que logicamente tentávamos adivinhar
ou quem sabe arrancarmos um do outro.

A acústica ímpar que o mar fazia tornava
tudo ainda mais singular, a água chegando
ainda mais perto do ocorrido e que
sinceramente já o era previsto.

o tempo passava tão lento naquele sol
que insistia em não querer se por, e eu
a me perguntar se o dia não iria mais
ter fim, se iria ficar deitado naquela lugar
por bons anos...

Aquele lugar que ia de encontro ao mar
possui um caminhar no tempo tão lento
estávamos a anos ali e nem percebíamos
apenas a areia e o barulho das ondas como
detalhe de fatos oportunos.

Antes fossem anos, do que horas que
de maneira tão sutil me torturavam
e me consolavam ao mesmo tempo,
na verdade elas me inebriavam
aquelas horas que passavam...

passavam de modo sorrateiro,
passavam de maneira unica,
por fim passavam com ela
ao meu lado andando ou rolando
mas passavam.

Eu que pensava que o sol nunca
iria se por naquele dia, acabou por
se fazer. deixando uma recordação
boa na mente, uma memória deveras
agradável e reconfortante.



Nenhum comentário: