sexta-feira, 19 de julho de 2019

Do doloroso embalar

Quando o inverno chegar,
quando as flores caírem,
a arrogância terá o seu preço a cobrar,
suas rugas serão as primeiras a rirem,
e em lagrimas você irá se afogar.

Irá se arrepender dos homens que comprou,
das mulheres que na luxuria se alagou,
irá querer mais um trago do veneno
que por tantos anos sorrindo tomou.

nenhum dinheiro será seu amigo
neste antro vazio em que chamas de abrigo
em nenhum calor irá esquentar
essa fria alma que em prantos há de se amargar.

sob teus pés as cobras que criastes com tanto zelo
com ferocidade irão morder seu tornozelo
com a faca mais reluzente que destes de presente
irás se afogar em sangue e ranger de dentes.

Sentirás falta dos momentos em que a ajuda negou
já que agora suas mãos trêmulas se estendem com terror,
seus olhos clamando por piedade se erguem àqueles 
que agora com soberba o encaram com superioridade.

E ao cair do dia, 
já sem nenhuma alegria,
vai reclinar os cansados olhos,
para que no outro dia,
comece de novo toda essa agonia.












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