sábado, 23 de julho de 2011

Neblina na cafeteria

Enquanto você está ai garota,

Sentada olhando para esta xicara de café

Extasiada com a fumaça que sobe do seu cigarro

Eu fico aqui ao seu lado, atordoado.


A sua cara de indiferença me traz lembranças,

De algo que tão cedo não queria recordar,

E que não estaria por essas andanças

Se tal pensamento não me permitisse voar.


Desse seu veneno que corre como mel,

Que me ludibriaria com tamanho furor

Se não fosse este gosto de fel

Que se instala em minha boca com tanto ardor.


Dessa balada sem graça que tentamos dançar

Eu pra cá, você pra lá,

Sempre desencontrados,

nunca separados, nunca entrelaçados.


Sim, somos de fato, os mais unidos dos separados.

Um comentário:

Ana disse...

Adoro suas postagens, são simplismente marcantes e cheias de atitudes... vc tem um grande potencial para a escrita...
um grande beijo!!!