quinta-feira, 29 de julho de 2010

A mulher, o garoto e a ampulheta

O tempo passa para ela,
ela olha para o tempo e ri do monstro
eu olho para ela e vejo a doçura de
alguém que acompanha a ampulheta
sem medo de chegar ao seu fim.

Eu olho seu corpo, é tão belo,
a maturiadade cuidou de assim
o deixar, deitada na cama com
aquela luz fraca que somente
delineia suas curvas.

O olhar, seus olhos baixos,
ressacados como se eles
portassem algo a dizer
o tempo todo, ou seria
eu que deveria descobrir
o que ele que dizer?

Seu colo é quente, me sinto
seguro nele, como em uma
fortaleza. Voluptuoso assim o é,
não quero mais sair deste deleite
que me faz sentir mais seguro de
mim mesmo, e que carrega
uma paz sem igual.

E assim a areia continua a descer
de um nível ao outro, e ela
continua a encarar o monstro
que se intitula tempo e que
tenta tirar em vão esta beleza
e esta sabedoria que ele mesmo
deu a ela.


3 comentários:

SHIRLAINE BRASIL disse...

Caramba! quanta inspiração...

Adorei, senti meio que tomada por este sentimento que acompanha a tua poesia.

Linda demais!!!

Papo de Esquina disse...

aaah shirlaine! obrigado, me sinto muito honrado quando desperto esse tipo de sentimento nas pessoas que dão uma lidinha aqui no meu blog obrigado mesmo.

Didi. disse...

Cara, bom, muito bom! Mas semre deve-se levar que quando se fica à deriva ,nós é que somos o próprio porto seguro.



* só aprendi isso quebrando bem minha cara,rsrsr